Desde 1992
Posso não escrever desde '92. Mas aqui estou, palavreando.
  • segunda #1 : Minha vida em movimento

    Esta não é a milésima, mas no mínimo a 4ª vez que começo este texto.
    Não por não ter ideia do que escrever, mas por não saber como escrever e tornar isso bacana. Tanto pra mim quanto pra você que lê.
    Já mantive um blog há alguns anos atrás e me lembro que era super manero só que com o tempo fui adentrando no mundo dos fotologs, Orkut e outras parafernalhas e acabei deixando o blog esfriar. Pra não perder costume tempos depois criei este Tumblr que conseguiu me segurar. Não o mantenho exatamente como um blog de textos, e muito menos como diário. Acabei fazendo dele um box de coisas que “produzo” na esperança de um dia levar e ser levado a sério nisso. Então tenho mantido ele com textos meus, não muito preocupados com regras. Apenas textos. Poemas. E etc, muitas etc’s.
    Fotografias e coisas de que gosto.

    Essa mobilidade que tive na internet, pelas redes sociais, é bem o que é minha vida. Já que comecei a gostar disso quando era criança, na escola escrevendo redações. E naqueles momentos eu estava decidido que seria assim meu futuro: escrevendo.
    Com o tempo comecei a ter aulas de teatro e a escrita tornou-se segunda plano. No meio disso tudo a leitura bem presente, claro. E depois do teatro também tive aulas de natação, capoeira, vôlei, inglês… Ufa! Até parece que sou um cara inteligente e super “bem formado”.
    O que acontece é que também já me mudei de cidade algumas vezes e percebi que minha vida é movimento. Movimento brusco.
    Quando estava mais crescido, comecei a fotografar e estava certo de que me construiria na fotografia. Só que o cinema apareceu. De dias vendo filmes à cursos de cinema, eu estava decidido que tinha me encontrado. E entrei na faculdade: Filosofia!
    Lecionar, estudar e estar envolto de conhecimento, era pra isso que tinha nascido. E conheci muitas pessoas, foi quando voltei à fotografia, e depois ao cinema e comecei a desenhar. Pronto! Desenho, era isso! Eu poderia encontrar uma profissão rentável (R$) que envolvesse isso.
    E comecei a viajar e conhecer pessoas de outros países.

    Até o momento não posso dizer onde é que me encontro. Tanta mobilidade me deixa um pouco tonto as vezes, pois eu me pergunto “onde é que vai dar isso?”. Pessoas mais novas que eu já decididas e focadas em suas habilidades ou até mesmo focadas no foco dos seus pais, mas focadas. E eu aqui me perguntando se finalmente me encontrei: na escrita novamente.
    Se alguém estiver lendo e esperava alguma coisa realmente excitante, sinto desapontar. E sinto dizer que hoje estou realmente super animado em estar escrevendo, mas ao mesmo tempo já me vêem ideias na cabeça de desenhos que posso fazer e de fotografias e de cenas e de zilhões de coisas. Zilhões mesmo.
    Uma coisa já percebi: de algum modo eu tenho que começar, de verdade, alguma coisa. Então que seja assim: escrevendo novamente. E se tiver que fluir, flua. Se não tiver que fluir: sou nascido e criado na mobilidade.

    Não precisa me olhar com essa cara de reprovação, pois eu sei que muita, mas muita gente mesmo vive esta mesma coisa que eu. Por isso eu disse do desapontar. Pois não sou um daqueles caras que vai escrever dando as dicas de como alcançar o sucesso que alcancei. Primeiro: o que é o sucesso? Segundo: podemos parar no primeiro e pensar bastante, rsrsrs.

    Então vai ser assim. Hoje estamos aqui e espero que possamos, que eu possa, manter o ritmo e voltar na segunda-feira que vem para falar um pouco mais do que tem nessa minha cabeça (ou do que não tem).
    Na página inicial do blog tem os links pra dar uma olhada nas minhas fotos e pra encontrar meu Facebook.

    Abraço!

  • Felisberto Jr por Felisberto Jr

    Não sei se tem alguém por aí. Se tiver, “Bonjour!”.
    Semanalmente vou escrever uma coluna no meu Tumblr sobre mim. Em primeira pessoa. Nada de viagens com as palavras e metáforas. Eu por eu.
    Então… “e lá vamos nós!”

    Tá, no próximo post. Vou almoçar agora, hahahahaha.

  • Desconfiança

    Ele olha pra ela.
    Que nega o olhar abrindo a porta.
    Ela dá o primeiro passo,
    confirmando as crenças nascidas nele.
    Ele não tem coragem de perguntar.
    Ela age como não tivesse o que contar.

    Pode ser que continuem a vida.
    Pode ser que nunca mais se vejam.
    O que temos neste momento é só desconfiança
    de um futuro incerto (e qual não o é?).

  • testamentando

    Deixo para os que me querem rico, todo meu desejo por dinheiro.
    Para os que me querem belo, todo meu impulso à beleza.
    Aos que me sonham “bem sucedido”, as aspirações ao sucesso.
    Deixo também os amores àqueles que me querem amado.
    Horrores aos que nem me querem vivo.
    Desejos aos que me desejam.
    Deixo meu sexo àqueles que me foram sexuais.
    Não há abandono, mas retorno.
    Estou deixando aqui o que posso neste momento dar como retribuição ao que tenho recebido.
    Então meus medos e temores levo comigo, mesmo que existam aqueles que me querem medroso e covarde.
    Meus deuses e crenças também levo comigo, pois não consigo pensar em coisa pior do que alguém vivendo conforme meu coração.
    Deixo um abraço àqueles que nunca me abraçaram.
    Dois aos que conseguiram chegar a isso.

    Deixo a você que está aqui, comigo, a mim.

  • Expurgação

  • Já não sei se estou no momento de [des]construção.
    São tantas coisas.
    Possibilidades.
    No meio disso um amor.
    Vaidades que batem à porta.
    Espero estar no momento de fluidez,
    onde a vida corre pelo meu corpo e atinge corpos
    alheios.

  • king-daniel:

    nyctaeus:

    Miriam EliaWe Go To The Gallery
    Peter, Jane and Mummy go to a gallery and learn about sex, death and contemporary art.

    love these

    • 1891
    • 1891
  • perdido. E se você tentar me encontrar,me perderei mais.

  • Eu penso em seus olhos,
    que não consigo encarar.
    Em seu modo de falar,
    que não me apego por me afetar.
    Eu penso no seu toque,
    quase paterno de tão protetor.
    Eu nem penso tanto nos seus erros,
    mas me alegro por eles te tornarem quase acessível.
    Mas hoje,
    penso muito no quanto vai doer dizer ‘adeus’.
    Já que todo o seu ser é vivo,
    levando consigo minha vida,
    logo,
    sou eu ser morto.

  • Ele me encara. Ele me julga.
    Sei que está pensando em mim.
    Ele demonstra querer estar comigo.
    Eu tento retribuir, mas não consigo encarar por muito tempo.
    Ele me vê como nem eu mesmo me vejo.
    Vê minha nudez, minhas fraquezas e erros.
    Mesml não sabendo dos meus pensamento,
    Vê minhas distorções.
    Não sei o porquê de não tê-lo tratado bem.
    Medo. Repulsa as vezes.
    Ele vai estar comigo, sempre, eu sei.
    E assim, toda vez que eu saio da frente do espelho,
    Ele está em mim.

  • uma sexta que nos atrai e intriga. Uma vida que nos trai e nos abriga. Estar vivo hoje já me surpreende.

  • Processo - 5/5

  • Processo - 3/5

  • Processo - 2/5

  • Processo - 1/5